s.a.m.p.a.


Sampa,
Seu abraço sujo e poluído
Sobre a minha pele branca, desbotada
Sem o tom do Sol da Bahia,
Só uma saúde fragilizada,
Um esofago temperamental
Um soluço que se refugia
Nos dias em que me alimento
De angústia e incompreensão

Sampa
Me dê um abraço bem gelado
Me carregue para outros lados
Onde nenhuma negativa
Necessite de explicação
E as orações subordinadas
Se libertem de qualquer condição
Desfavorável ao não
Me leve para um lugar
Onde eu possa finalmente
Te chamar de casa.

Advertisements

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s